domingo, 23 de novembro de 2008

The Winner Takes It All? "Mamma Mia!" e o ano de formatura


“Mamma mia, here I go again...”. Na voz de Meryl Streep, essa música fez milhões de dólares nas bilheterias de todo o mundo através do filme “Mamma Mia!”. Mas este não foi o único musical do ano a transformar canções em ouro para os estúdios. Estreando em 1º lugar e se mantendo firme e forte no Top 3 das bilheterias mundiais está o fenômeno da Disney “High School Musical 3 – Ano da Formatura”.
Mas apesar dos musicais não estarem tão em alta quanto na Era de Ouro do cinema, não pensem que esse sucesso foi uma surpresa para os estúdios. “Mamma Mia!”, por exemplo, foi totalmente calculado antes de estrear nas telonas e a soma prometia sucesso, mesmo que não tão grande quanto acabou sendo. O filme é baseado no musical de mesmo nome que estreou na Broadway em 2001 e que é um sucesso por lá até hoje. Nos Tony Awards de 2002 (o Oscar do teatro americano), ele garantiu 5 indicações, incluindo melhor musical, melhor atriz (Louise Pitre, por sua interpretação como Donna, que no filme é interpretada pela Meryl Streep) e atriz coadjuvante (Judy Kaye, com a amiga liberal Rosie, interpretada no filme por Julie Walters). Além do estrondoso sucesso nos palcos, os produtores do filme também podiam contar com o sucesso da trilha sonora, composta apenas de sucessos do ABBA, como “Mamma Mia”, “Dancing Queen” e “The Winnes Takes It All”. Para finalizar, a publicidade feita em cima de suas estrelas Meryl Streep e Pierce Brosnan (da fama 007). Para não criar problema com a crítica, encha o elenco com talentosos atores de teatro e cinema que, apesar de não serem celebridades são rostos familiares (Colin Firth, Christine Baranski, Julie Walters e Stellan Skarsgård) e joven promessas do cinema (que para dar uma “ajudinha” também são lindos e usam pouca roupa). Com essa fórmula, não é nenhuma surpresa que sua bilheteria e trilha sonora tenham sido um sucesso de vendas.
Só não se enganem, é muito pouco provável que esse sucesso se repita nos Oscars. Enquanto “Mamma Mia!” é uma aposta garantida nos Globos de Ouro (conhecidos por serem mais favoráveis às comédias e musicais), o Oscar não será um grande fã do musical pop, já que é uma premiação mais elitista. Um grande exemplo é a comédia “O Diabo Veste Prada”, também com Meryl Streep, que concorreu a três grandes indicações nos Globos de Ouro enquanto o Oscar só mostrou amor por sua estrela Meryl e ao figurino, ignorando completamente as duas joven estrelas Emily Blunt e Anne Hathaway (desculpe Amanda Seyfried, suas chances são ainda menores). Também é um fator contra que Meryl Streep, uma favorita em ambas premiações, tenha escolhido concorrer por uma indicação para Melhor Atriz por “Doubt” (o Oscar só permite um filme por ator para cada categoria, ou seja, ela não pode concorrer por duas indicações para Melhor Atriz no mesmo ano). Em “Doubt”, que estréia em dezembro, Meryl interpreta uma freira que acusa um padre de pedofilia em um colégio católico, uma isca bem maior se ela quiser uma indicação.
Musicais, normalmente, tem uma grande chance de indicação e vitória na categoria Melhor Canção Original, entretanto, a trilha de “Mamma Mia” é composta integralmente de canções do ABBA, nenhuma música foi composta para o filme a pedido dos integrantes do grupo. Isso significa que outro musical têm suas chances alavancadas, o que é o caso de “High School Musical 3”, mas sobre isso postarei amanhã.
Tenham todos uma ótima sessão!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Última parada, Oscars???

Chegou de novo aquela época do ano. Entra novembro, e os estúdios de todo mundo começam a fazer suas campanhas e lançar seus filmes mais fortes para concorrer aos diversos prêmios de “melhor do ano”. Isso é mais comum nos Estados Unidos, mas em todo mundo isso acontece.
No Brasil o grande lançamento das últimas semanas foi “Última Parada 174”, de Bruno Barreto, representante do Brasil na corrida pelo Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. No Brasil, o filme não tem motivos pra reclamar, estando atualmente em 2º lugar na bilheteria brasileira, atrás apenas do filme “High School Musical – o ano de formatura”. Entretanto, no exterior o filme não vem recebendo uma recepção muito calorosa. As críticas para o filme não foram muito boas, a revista “Variety”, uma das mais conceituadas da indústria, dizendo que "uma bocejante sensação de 'deja vu' cobre todo o filme". Um dos maiores problemas do filme é a dificuldade em se dissociar do documentário de 2002 de José Padilha (diretor de Tropa de Elite), “Ônibus 174”, que é um documentário maravilhoso que foi aclamado pela crítica internacional e que venceu vários prêmios. Na sombra deste documentário, “Última Parada” parece fraco e previsível, mesmo sendo um excelente filme de ficção. Ele também enfrenta uma competição pesada este ano, que conta com o argentino “Leonera” (com o brasileiro Rodrigo Santoro no elenco) e o aclamado “Waltz with Bashir”, filme israelense que é um dos favoritos para as premiações internacionais. O filme foi uma decisão polêmica ao superar o filme de Walter Salles, “Linha de Passe”, na escolha do Ministério da Cultura, já que “Linha de Passe”, recebeu uma recepção bem melhor em sua estréia em Cannes, incluindo a vitória de Sandra Corveloni no prêmio de Melhor Atriz, que estava concorrendo com Angelina Jolie, por “Changeling”.
Angelina Jolie, por sua vez, também enfrenta seus próprios problemas de dissociação. Ela está recebendo elogios por “Changeling”, onde interpreta uma mãe em busca de seu filho perdido, mas, ao ser devolvido, ela não acredita que o garoto que apareceu seja seu filho de verdade. Com sua imagem pública sempre em alta, a última coisa que as pessoas pensam em comentar é sobre seus filmes. Sem falar, é claro, que, com seu rosto em todas as revistas e na televisão, se torna muito difícil se relacionar com seus personagens. Isso já lhe custou uma indicação ao Oscar no ano passado, sendo indicada para o SAG, Globo de Ouro e Independent Spirit por sua atuação em “O preço da coragem”, o Oscar não mostrou tanto amor por sua atuação. Por “Changeling”, que foi dirigido por Clint Eastwood, ela espera quebrar esta maldição de quase 10 anos sem ser indicada. Mas não vai ser fácil, embora alguns críticos estejam empolgados, outros sentem que sua celebridade atrapalha o espectador de mergulhar na história, dizendo que “ao invés de vermos uma mulher correndo em busca do filho, vemos Angelina em busca de outro Oscar”. Para quem não se lembra, Angelina ganhou o prêmio d Atriz Coadjuvante por “Garota Interrompida” e, previamente mantendo um currículo impecável, tornou-se mais conhecida por relacionamentos bizarros, comportamento erradico e filmes descartáveis. Ao melhorar sua imagem com trabalhos humanitários, voltou a por tudo a perder ao acabar com o casamento de Brad Pitt e Jennifer Aniston, o que provavelmente não ajudou na sua campanha pro Oscar de 2007. Será que 2008 será seu ano??
Bom, semana que vem eu volto falando mais dos lançamentos nos cinemas brasileiros e internacionais, contando mais sobre a corrida do Oscar (que está extremamente concorrida esse ano) e falando um pouco sobre os musicais do ano.
Tenham todos uma boa sessão !!


Essa coluna foi escrita por Rodrigo Capucho Maia.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A evolução

Boa tarde,

primeiramente, acho que devo me apresentar.
Meu nome é Waldir e escreverei na coluna de quarta-feira. Penso em escrever sobre carros, que é uma coisa que eu gosto bastante, mas aceito sugestões para eventuais postagens de motos, outros veículos ou até mesmo sobre eventos de veículos motorizados.

Hoje vou falar um pouco sobre o Lancer Evolution, um carro da Mitsubishi Motors, o qual o primeiro modelo foi produzido em 1992 para um rally. O carro continha um motor de 4 cilindros 2.0 litros turbo, 16 válvulas, com potência de 247 cv. Atingia 235 km/h de velocidade máxima e de 0 a 100 em 5,7 s. Nessa primeira versão, o veículo foi produzido em 5000 unidades.

Já em janeiro de 1993, a Mitsubishi aperfeiçoou o carro - passado a chamar de Lancer Evolution II - e deu um motor com 10 cv a mais de potência e uma maior distância entre os eixos e rodas mais largas, o que certamente daria mais estabilidade.

A terceira geração do veículo, chega em 1995 ao mercado, com um motor com também 10 cv a mais do que o seu antecessor, mas com 6250 rpm, o que daria mais potência e torque. Uma aerodinâmica melhorada também foi um ponto fundamental para a produção das suas 10431 unidades.

Logo no ano seguinte, assim como da primeira para a segunda geração, o Evo IV é produzido pela Mitsubishi e vendido em 6000 unidades, número que seria ampliado um tempo depois em 3000, o que é menos do que a versão III, só que teve bastante melhorias em relação ao modelo anterior. O mais marcante dessa versão, foi o chassi completamente novo e a plataforma. Um pouco mais pesado, o carro contou com um motor com 280 cv com nova caixa de câmbio, diferencial traseiro, suspensão e amortecedores mais largos, o que deu mais estabilidade ao carro.

1998 foi o lançamento do quinto modelo deste carro, mas já com a plataforma do Evo VI, lançado no ano seguinte. O Evo V passou por algumas adaptações para o WRC, torneio para o qual foi lançado o primeiro automóvel e a Mitsubishi participa ainda hoje. As rodas já são de 17" e o motor ainda de 2.0, com a potência de 280 cv, como já vinha o modelo anterior, embora com melhorias.

O Evulution VII foi lançado em 2001, um modelo mais exótico em reação ao anterior, mas igualmente agressivo. Foi usado no filme Mais Velozes e Mais Furiosos (título em português), pelo policial Brian e tinha ao seu lado um Eclipse, também da Mitsubishi, guiado por seu amigo Rom. Como filmes é com o Rodrigo na coluna de sexta-feira, não me aterei muito a detalhes, talvez ele escreva sobre o filme, embora esse não seja o tipo mais aconselhado por ele e, convenhamos, não tem muita história, é mais para ver carros.

Em dois anos, é lançado o oitavo modelo da série, que não tinha muitas mudanças em relação ao sétimo, mas é como sempre fazem as empresas: mudam um farol ali, um volante aqui, poucas coisas na parte que diz respeito à mecânica do carro, mais para ter algumas mudanças somente.

Há 2 anos, lança-se o Evo IX, que atualmente é o penúltimo da saga. Esse carro foi usado no último filme Velozes e Furiosos, novamente sem muita história, perfeito para quem gosta de malabarismos como o drift. O carro quebra a barreira dos 280 cv e tem um modelo mais arredondado em relação ao anteiror. Muito elegante e potente, o carro não teve muito tempo de vida e foi substituído ano passado pelo Evo X.

Atualmente o Lancer Evolution X é o modelo produzido pela Mitsubishi Motors e foi a maior revolução em todos os modelos. A tecnologia é visívelmente de última geração e o modelo é, realmente, mais arredondado que todos os anteriores. Concorrente direto do Subaru Impreza, tem seus 295 cavalos, com o potente motor de 6 marchas manual ou automático, dependendo da versão.

Como vocês devem ter percebido, acho que eu sou um pouco suspeito para falar desse carro. Espero que tenham gostado e até semana que vem,

Abraços.